E não estava mais completo. Todas as sensações de prazer já não eram as mesmas. Não parecia mais prazer, parecia protocolo, remetia a obrigação.

Um dia ela desperta DONA. E o mundo era dela, ela era Dela… Não havia restrições, tampouco medo de ultrapassar limites. O que havia era um mundo por ser descoberto sem sabor de baunilha, sem clichês e sem resistências. Eram os instintos mais mundanos e ao mesmo tempo mais sacros que ela pudera sentir em tantos anos de busca pela sua identidade. Era delicado, mas também era rude. Era padecimento, entretanto, era deleite.

Tudo o que ela queria era sentir-se DONA, era ter o controle, mesmo que para isso tivesse de se empunhar o chicote… E o fazia com propriedade. Sabia como tornar a arte uma coisa real. Tinha os conhecimentos e técnicas natos e o fazia com prazer.

 Todas as vezes em que olhava nos olhos de alguém e eles transpareciam humildade, adoração e (às vezes) medo, ela entrava em êxtase total. Clímax. E se deleitava em forma de ordens e comandos. Sussurros demonstravam quem realmente estava no controle e faziam seus súditos estremecerem. E foi assim que ela se viu: Única mulher, duas vertentes.