De volta às palavras. Nunca se deixe calar!

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E depois de tanto tempo (muito mesmo) resolvi dar voz às minhas palavras novamente.

Foram alguns anos de silêncio mental, talvez porque eu não quisesse me expor, talvez porque eu sabia que me calando as palavras doeriam menos. As palavras ganham vida ao serem ditas, expostas, e eu não queria dar vidas àquelas que foram tão vis comigo. E assim se fez!

Mas resolvi reacender as chamas da paixão pela escrita e me dedicar novamente ao que, na verdade, nunca foi abandonado, mas ficou oculto durante esse tempo de reclusão.

Não posso deixar de, antes de começar, dizer que esse reinício não teria sido possível se uma pessoa mais que especial não tivesse me inspirado e me trazido até o meu eixo de novo com muita inspiração natural:

Houve tempos escuros e de solidão.

Instantes em que a melhor alternativa seria cair num abismo.

Houve momentos em que imaginar a sensação de alegria ou qualquer pequeno tipo de contentamento me trazia imediatamente as sensações de frustração, tristeza, dor.

Houve um tempo em que prazer era o que me movia, mas não me saciava.

Havia dias em que eu preferia não existir, não ser.

A ansiedade tomava conta e os remédios não eram suficientes para emudecer a angústia, o peso no peito, a inquietação.

Se havia insegurança? Poxa, muita! E como não ter?

E com isso calada fiquei. Por dias. Por meses. Por anos.

Guardei todas as palavras, todas as sensações e todas as dores só para mim.

Fiz e refiz trajetos da minha mente para compreender o que eu havia feito de mim. O que eu havia deixado que fizessem de mim.

Me permiti sentir tudo de tal forma que me ceguei repetidamente para os sinais em forma de faróis de que aquilo que eu estava vivendo ultrapassava as fronteiras do que chamamos de amor. Quebrava-as. Aniquilava-as.

Esse tempo de trevas me fez pensar e pesar tudo aquilo que eu achava certo, tudo o que eu entendia como “melhor pra mim” e que eu não estava ponde em prática. Em verdade estava tentando esconder minhas verdades de mim.

E houve um dia em que a escuridão se foi. Não havia luz, mas não havia treva.

Sei bem que um é oposto ao outro e ao mesmo tempo seu complemento, mas não havia nada.

O nada foi menos pior do que aquilo que eu estava tentando fazer ser o meu tudo a qualquer custo.

Foi difícil existir no vazio. Estar nele era reconfortante, mas ao mesmo tempo era custoso me mexer sem direção alguma.

O tempo passava e eu me auto aconselhava dizendo que o tempo levaria tudo de ruim, mas o Senhor do Tempo não apareceu tão rapidamente assim. Nem para me tirar do vazio, muito menos para me dar ao menos um norte.

E o tempo passava.

Alguns bons meses depois eu fiz uma visita à minha consciência e descobri que EU era a Senhora do Meu Tempo. Eu e somente eu tinha poderes para fazer com que o vazio também fosse embora e eu pudesse enxergar o interruptor.

E assim se fez.

Na desesperança de me recompor eis que, como linda e inesperada surpresa, surgiu você (vida longa à Internet).

E me trouxe encantamento às suas palavras. Me fez viva. Me entregou uma lanterna. E me mostrou que do vazio há possibilidades maiores. Existe uma saída, sim. E o tempo que eu precisei, o Tempo me deu.

Eu sou senhora do meu tempo, mas a sabedoria só o Tempo te traz. E muitas vezes ele vem te entregar através de alguém-luz. Alguém-grandioso. Alguém-sábio.

Estou de volta!

Obrigada!

A trilha fica por conta do Bituca, Travessia. (clica no hiperlink).

Ao Príncipe sem cavalo branco – Das vezes em que não dá para falar.

Seguir.
Seguir.

Bilhete de uma louca apaixonada (sendo redundante):

Afinidades, amizade, querer estar perto, bem junto, boca na boca, olhos nos olhos, pele na pele, sentindo cheiros, sabores, texturas… Dá pra definir todas essas sensações em uma palavra só, mas eu prefiro curtir cada uma delas em separado já que nem sempre querer é poder.

Estar com você pra mim é isso: Diversas sensações formando um conjunto que é VOCÊ, tecendo uma teia que me prende mesmo que eu queira me soltar e que ao mesmo tempo me dá a liberdade que eu nem sei se queria ter. Você é meu paradoxo preferido.

Sentir você é não medir sensações. É não perceber limites e ultrapassá-los todos sem sequer notar.

Entretanto, ter você é não ter.

  

De tudo que eu não entendo

Era tarde, era chuva e eram muitas emoções juntas.

Quando você tem a oportunidade de mudar e não consegue, o que fazer?

Um pássaro ao ser libertado se sente livre, claro, entretanto deve se sentir perdido, sem rumo…

As emoções e sensações passam a tomar conta, dominam mente, corpo, olhos, boca, mãos… E de repente ele vira escravo dele mesmo, perde as rédeas das asas do desejo e do que chama de sensato, esquece quem é ele e apenas vive, voa. Deixa a vida o conduzir seja lá pra onde ela o esteja guiando com mãos quentes e carinhosas. Esquece sua espécie, de onde veio, não percebe o tempo, não percebe as horas, dor, frio ou fome… O mundo para e faz com que só exista aquele momento, faz com que tudo pareça perfeito, mesmo que seja por poucas horas e só ali naquele momento específico.

 É péssimo não sentir nada além das boas lembranças porque a culpa por estar inebriado e imerso nesse universo paralelo e inexistente aumenta dia após dia e todas as vezes que sua lembrança vier te trair você vai lembrar que deveria sentir qualquer outra coisa que não seja a vontade de reviver tudo tal qual como foi. Não é repetir, é reviver – É importante dizer isso em voz alta, assim você passa a crer em suas palavras e elas se tornam (suas) verdades absolutas.

Ahhh eu quero sair pro mundo de novo. Sentir o sol na cara, a chuva molhando os cabelos, quem sabe o vento pra secar a chuva… sem amarras, sendo quem eu realmente sou: desconexa e paradoxal.

Resumé – Das vezes em que definir é preciso

Não, ela não era poética, nem sensual, nem linda, nem inspiradora, nem se deixava enganar por ninguém.

Não amava, nem era amada, menos ainda odiada, também não passava despercebida porque nunca foi indiferente.

Não tinha facilidades, nem dificuldades, nem grandes talentos, não era vazia, nem cheia…

… Mas pensava além, sonhava, queria mais, ambicionava e, em algumas vezes, conseguia.

Não estava nem lá nem cá, não se passava por ninguém, entretanto não se deixava ser passada. Não ordenava, nem se deixava controlar.

Não estava em sintonia, nem fora dela, não chorava, nem sorria – apenas quando lhe convinha – não se sentia melhor, menos ainda pior, contudo, sentia.

Não despertava desejos nem repulsas, não queria tudo, mas não se contentava com nada. Buscava o além, mas qual além?

Não queria aparecer, desaparecia. Não queria mostrar-se, escondia-se. Não pedia, nem esperava, nem explodia, nem gritava, nem esbravejava, porém ouvia, implodia, abafava gritos e xingos.

Não era paciente, nem impetuosa, nem cautelosa, menos ainda complacente, tampouco resiliente, ainda assim podia compreender o suave-cheiro-amargo-do-mundo-quadrado-dentro-da-redoma-de-vidro-e-poeira. Não obstante, parecia saber como enxergar as dores transparentes do ser humano e captar as ondas escritas com suco de limão n’alma daquele cujo olhava nos olhos. Amiga? Não. Irmã? Não. Mãe? Não.

Ela nem era eu…

Renascer, Crescer, Escrever, Renascer…

Um dia eu parei para pensar na vida… Mas não foi aquela “pensadinha” não… Eu comecei a pesar muitas coisas: atitudes, passado, presente, futuro (sem planos), amigos, família, relações… Cheguei à conclusão que tudo o que eu tinha me proposto a fazer, até então, estava inacabado. Renasci. Decidi que a partir daquele dia eu iria me transformar de tal maneira a conseguir cumprir e completar TODAS as tarefas que me fossem propostas ou as que eu me propusesse fazer. Assim o fiz. Assim o faço. Assim farei.

Depois disso decidi ser dona das minhas decisões, assumir erros se os cometesse, falar exatamente o que pensava, agir conforme a minha ética, fazer o que me desse na veneta respeitando a mim e ao próximo, não ferindo meus princípios e expandindo – não ultrapassando – os meus limites. Cresci.

Por fim, eu reparei que estava nadando sozinha no meio da correnteza, entretanto existia algo que me chamava e me fazia mergulhar mais fundo. Algo que parecia me chamar pra mim… Escrevi e renasci.

Purgatório > De olhos bem abertos – Quando um pesadelo acaba

O palhaço pode ser quem menos imagina

A vida é um circo de ilusões e nesse circo nem sempre o palhaço é você. Às vezes você pode confiar de olhos fechados e se entregar nos braços da bandida, mas na maioria das vezes o bom mesmo é ser cauteloso. O ideal é dilatar as pupilas pra enxergar em quem exatamente você pode confiar, ou pode se arrepender…

O arrependimento pode vir de diversas formas, por isso, cuidado com seus segredos; atenção a quem lhe cerca em todos os lugares, pode haver olhos te vigiando como num Big “Brother”; e por fim, cuidado com as possíveis vinganças. As pessoas são más, em geral, se não são, poderão tornar-se crueis. Cuide de sua vida e principalmente, não queira enganar a ninguém, muito menos a si mesmo.

Hoje eu quero sair só…

I know, it's over...

Parecem aquelas coisas de ficar sozinho, mas não. É a pura sensação de estar sozinho.

A solidão não me assusta, de jeito nenhum! Até gosto do seu cheiro doce, mas hoje tudo ficou amargo e triste e eu não quero sorrir nem andar, só quero ficar aqui onde estou.

Nada pode me acordar desse pesadelo, só eu; e eu não quero acordar. É tão ruim assim? Acho que sim.

Vou pra longe, mesmo que seja só nos sonhos e pensamentos.

Quero sentir o cheiro do gelo, ver o parque e andar pelas ruas. Ir à praia, ver o pôr do sol, caminhar, caminhar, caminhar… Eu voltei, mas não deveria. Sabia que deveria ficar, senti isso, agora não posso mais ir. O que faço?

Acho que me restam alguns copos de vinho, algumas lâminas e uma lágrima. Não quero acordar mais. Adeus!