Seguir.

Seguir.

Bilhete de uma louca apaixonada (sendo redundante):

Afinidades, amizade, querer estar perto, bem junto, boca na boca, olhos nos olhos, pele na pele, sentindo cheiros, sabores, texturas… Dá pra definir todas essas sensações em uma palavra só, mas eu prefiro curtir cada uma delas em separado já que nem sempre querer é poder.

Estar com você pra mim é isso: Diversas sensações formando um conjunto que é VOCÊ, tecendo uma teia que me prende mesmo que eu queira me soltar e que ao mesmo tempo me dá a liberdade que eu nem sei se queria ter. Você é meu paradoxo preferido.

Sentir você é não medir sensações. É não perceber limites e ultrapassá-los todos sem sequer notar.

Entretanto, ter você é não ter.

  

Era tarde, era chuva e eram muitas emoções juntas.

Quando você tem a oportunidade de mudar e não consegue, o que fazer?

Um pássaro ao ser libertado se sente livre, claro, entretanto deve se sentir perdido, sem rumo…

As emoções e sensações passam a tomar conta, dominam mente, corpo, olhos, boca, mãos… E de repente ele vira escravo dele mesmo, perde as rédeas das asas do desejo e do que chama de sensato, esquece quem é ele e apenas vive, voa. Deixa a vida o conduzir seja lá pra onde ela o esteja guiando com mãos quentes e carinhosas. Esquece sua espécie, de onde veio, não percebe o tempo, não percebe as horas, dor, frio ou fome… O mundo para e faz com que só exista aquele momento, faz com que tudo pareça perfeito, mesmo que seja por poucas horas e só ali naquele momento específico.

 É péssimo não sentir nada além das boas lembranças porque a culpa por estar inebriado e imerso nesse universo paralelo e inexistente aumenta dia após dia e todas as vezes que sua lembrança vier te trair você vai lembrar que deveria sentir qualquer outra coisa que não seja a vontade de reviver tudo tal qual como foi. Não é repetir, é reviver – É importante dizer isso em voz alta, assim você passa a crer em suas palavras e elas se tornam (suas) verdades absolutas.

Ahhh eu quero sair pro mundo de novo. Sentir o sol na cara, a chuva molhando os cabelos, quem sabe o vento pra secar a chuva… sem amarras, sendo quem eu realmente sou: desconexa e paradoxal.

Não, ela não era poética, nem sensual, nem linda, nem inspiradora, nem se deixava enganar por ninguém.

Não amava, nem era amada, menos ainda odiada, também não passava despercebida porque nunca foi indiferente.

Não tinha facilidades, nem dificuldades, nem grandes talentos, não era vazia, nem cheia…

… Mas pensava além, sonhava, queria mais, ambicionava e, em algumas vezes, conseguia.

Não estava nem lá nem cá, não se passava por ninguém, entretanto não se deixava ser passada. Não ordenava, nem se deixava controlar.

Não estava em sintonia, nem fora dela, não chorava, nem sorria – apenas quando lhe convinha – não se sentia melhor, menos ainda pior, contudo, sentia.

Não despertava desejos nem repulsas, não queria tudo, mas não se contentava com nada. Buscava o além, mas qual além?

Não queria aparecer, desaparecia. Não queria mostrar-se, escondia-se. Não pedia, nem esperava, nem explodia, nem gritava, nem esbravejava, porém ouvia, implodia, abafava gritos e xingos.

Não era paciente, nem impetuosa, nem cautelosa, menos ainda complacente, tampouco resiliente, ainda assim podia compreender o suave-cheiro-amargo-do-mundo-quadrado-dentro-da-redoma-de-vidro-e-poeira. Não obstante, parecia saber como enxergar as dores transparentes do ser humano e captar as ondas escritas com suco de limão n’alma daquele cujo olhava nos olhos. Amiga? Não. Irmã? Não. Mãe? Não.

Ela nem era eu…

Um dia eu parei para pensar na vida… Mas não foi aquela “pensadinha” não… Eu comecei a pesar muitas coisas: atitudes, passado, presente, futuro (sem planos), amigos, família, relações… Cheguei à conclusão que tudo o que eu tinha me proposto a fazer, até então, estava inacabado. Renasci. Decidi que a partir daquele dia eu iria me transformar de tal maneira a conseguir cumprir e completar TODAS as tarefas que me fossem propostas ou as que eu me propusesse fazer. Assim o fiz. Assim o faço. Assim farei.

Depois disso decidi ser dona das minhas decisões, assumir erros se os cometesse, falar exatamente o que pensava, agir conforme a minha ética, fazer o que me desse na veneta respeitando a mim e ao próximo, não ferindo meus princípios e expandindo – não ultrapassando – os meus limites. Cresci.

Por fim, eu reparei que estava nadando sozinha no meio da correnteza, entretanto existia algo que me chamava e me fazia mergulhar mais fundo. Algo que parecia me chamar pra mim… Escrevi e renasci.

O palhaço pode ser quem menos imagina

A vida é um circo de ilusões e nesse circo nem sempre o palhaço é você. Às vezes você pode confiar de olhos fechados e se entregar nos braços da bandida, mas na maioria das vezes o bom mesmo é ser cauteloso. O ideal é dilatar as pupilas pra enxergar em quem exatamente você pode confiar, ou pode se arrepender…

O arrependimento pode vir de diversas formas, por isso, cuidado com seus segredos; atenção a quem lhe cerca em todos os lugares, pode haver olhos te vigiando como num Big “Brother”; e por fim, cuidado com as possíveis vinganças. As pessoas são más, em geral, se não são, poderão tornar-se crueis. Cuide de sua vida e principalmente, não queira enganar a ninguém, muito menos a si mesmo.

I know, it's over...

Parecem aquelas coisas de ficar sozinho, mas não. É a pura sensação de estar sozinho.

A solidão não me assusta, de jeito nenhum! Até gosto do seu cheiro doce, mas hoje tudo ficou amargo e triste e eu não quero sorrir nem andar, só quero ficar aqui onde estou.

Nada pode me acordar desse pesadelo, só eu; e eu não quero acordar. É tão ruim assim? Acho que sim.

Vou pra longe, mesmo que seja só nos sonhos e pensamentos.

Quero sentir o cheiro do gelo, ver o parque e andar pelas ruas. Ir à praia, ver o pôr do sol, caminhar, caminhar, caminhar… Eu voltei, mas não deveria. Sabia que deveria ficar, senti isso, agora não posso mais ir. O que faço?

Acho que me restam alguns copos de vinho, algumas lâminas e uma lágrima. Não quero acordar mais. Adeus!

 

 

Eu nasci assim. Cheguei a essa conclusão quando me disseram pra ser diferente, quando me pediram pra falar de coisas que eu não acreditava, quando eu percebi que não estava sendo EU.

E como sou: Livro aberto, alguns capítulos inacabados, uma série de páginas arrancadas e escrito em língua morta cuja nem eu compreendo. Mas é fácil ler. Basta perguntar que um tradutor que foi inserido no meu cérebro dispara e, mesmo sendo baseado no Google, ainda dá pra entender algumas coisas. Frases desconexas, sem concordância e muitas vezes que se contradizem. Mas é assim mesmo. Ninguém é perfeito. Eu menos! Nem quero ser. Tento ser EU. O que posso dizer é que tenho alguns lemas: amar sempre, odiar às vezes e nunca ser cruel – só se pedirem…

"amar sempre, odiar às vezes e nunca ser cruel – só se pedirem..."

Orgulho-me de mim.

É possível fazer várias cores a partir do amarelo, mas ele sempre será amarelo. 

Numb – Portishead

Cansada de ouvir lamentos e pesares, cheguei à conclusão que por fim a tudo aquilo sem pensar em mais nada, só em mim, seria a melhor opção. Só que não sabia como externar minhas vontades e desejos, então resolvi começar a criar situações adversas, momentos de constrangimento, momentos de tristeza, brigas por razões banais e tudo o mais que vinha à mente traidora. “Como você pode mudar de ideia em tão pouco tempo, mente traiçoeira?”. Como de repente um botão se desligou e agora você é quem sempre diz “Eu também” pra tudo que ouve? De que maneira tudo o que era admirado – e muitas vezes invejado – por todos desmoronou?

A grande resposta ainda não chegou aos meus ouvidos e nem chegará. Simples assim.

Depois de conseguir o que queria (fazer surgir uma grande mágoa) eu dizia: Não está feliz? Adeus… adeus… adeus… E esse adeus ecoou… Antes tarde do que nunca!!! Alguém percebeu que não era mais bem vindo menos ainda bem quisto.

E hoje, dois dias após o meu Adeus, estou aqui… eu, meu copo de vinho tinto pra tentar embriagar todo esse aperto e dor no peito. E posso dizer a mim mesma: Seu plano não falhou!

… mas bem que eu gostaria que tivesse sido o maior fracasso de toda minha vida.

Desperate...

E não estava mais completo. Todas as sensações de prazer já não eram as mesmas. Não parecia mais prazer, parecia protocolo, remetia a obrigação.

Um dia ela desperta DONA. E o mundo era dela, ela era Dela… Não havia restrições, tampouco medo de ultrapassar limites. O que havia era um mundo por ser descoberto sem sabor de baunilha, sem clichês e sem resistências. Eram os instintos mais mundanos e ao mesmo tempo mais sacros que ela pudera sentir em tantos anos de busca pela sua identidade. Era delicado, mas também era rude. Era padecimento, entretanto, era deleite.

Tudo o que ela queria era sentir-se DONA, era ter o controle, mesmo que para isso tivesse de se empunhar o chicote… E o fazia com propriedade. Sabia como tornar a arte uma coisa real. Tinha os conhecimentos e técnicas natos e o fazia com prazer.

 Todas as vezes em que olhava nos olhos de alguém e eles transpareciam humildade, adoração e (às vezes) medo, ela entrava em êxtase total. Clímax. E se deleitava em forma de ordens e comandos. Sussurros demonstravam quem realmente estava no controle e faziam seus súditos estremecerem. E foi assim que ela se viu: Única mulher, duas vertentes.

Já não havia mais amor, nem palavras, nem sonhos, nem nada. Também não estavam lá a felicidade e o desejo, nem a alegria de estar junto. Havia apenas olhos e lágrimas, somente almas escuras que buscavam incessantemente o desligamento e o fim.

Então peguei meu copo de vinho, bebi o conteúdo de um gole só tentando engolir mágoas e tristezas, sorvendo cada gota do líquido como se fosse o veneno, que mataria todas as sensações e lembranças da minha mente e da alma, e o soro pra curar todas as feridas que restariam.

"bebi o conteúdo de um gole só tentando engolir mágoas e tristezas"

Tentei erguer os olhos na esperança de conseguir erguer com eles o meu moral e a minha dignidade. Tudo em vão. Os dois estavam no chão e se recusavam a voltar pro lugar de onde não deveriam ter saído. O vinho ia queimando em meu peito e parecia descer corpo a dentro levando ao chão também minha alma. Ali eu era todo torpor. E assim, quando acordei da inércia, enxerguei que tudo estava acabado entre nós.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.